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Suspeito de incendiar loja, van e tentar atear fogo em ônibus permanece preso em Três Pontas

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Um homem de 31 anos segue detido no Presídio de Três Pontas após confessar ter causado três incêndios criminosos entre a madrugada de sábado (21) e o início da manhã de domingo (22). Os alvos foram uma loja de materiais de construção, uma van e um ônibus. Ele responderá formalmente pelo crime de incêndio, previsto no Código Penal com pena de 3 a 6 anos de prisão. Como as ações ocorreram separadamente, a pena pode ser somada, podendo chegar a até 18 anos de reclusão, caso seja condenado pelos três episódios.

 

O delegado Dr. Gustavo Gomes, responsável pelas investigações, informou que o inquérito ainda depende de uma avaliação psiquiátrica. O suspeito passará por exame de insanidade mental, considerando seu histórico de transtornos psicológicos. O laudo pode interferir diretamente no andamento do processo e na definição de sua responsabilidade penal, caso seja comprovada a inimputabilidade por motivo de doença mental. A conclusão do inquérito está prevista para a próxima semana.

 

Laudo aponta prejuízo superior a R$ 260 mil

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Na segunda-feira (24), peritos da Polícia Civil estiveram no estabelecimento comercial incendiado, localizado em Três Pontas, para coletar informações sobre a origem do fogo, os métodos utilizados e os danos causados. O imóvel ficou completamente destruído e apresentava indícios de uso por pessoas em situação de rua.

 

Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi localizado no mesmo dia do crime vestindo a camiseta utilizada durante a ação. A bermuda que ele usava na ocasião foi encontrada dentro de sua mochila. Inicialmente, o homem negou os crimes, mas depois confessou ter ateado fogo em uma van e, posteriormente, na loja. Ele afirmou ter entrado pelos fundos do estabelecimento para “conhecer o local” e usado papel em chamas como fonte de luz, o que teria provocado o incêndio. A confissão foi considerada coerente, já que ele descreveu detalhes do interior da loja, incluindo a presença de uma maca, confirmada pela perícia.

 

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O prejuízo estimado na loja é de R$ 200 mil. Já a van destruída, que havia sido recentemente vendida e não possuía seguro, representa uma perda de cerca de R$ 60 mil. O suspeito também tentou incendiar um ônibus com um coquetel molotov, mas foi impedido pelo proprietário do veículo.

 

Usuário de drogas e com passagens anteriores pela polícia, o homem foi encaminhado à Delegacia de Três Pontas, passou por exame de corpo de delito e posteriormente levado ao presídio, onde permanece à disposição da Justiça. A pronta atuação da Polícia Militar foi fundamental para evitar novos ataques e garantir a segurança da comunidade.

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