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Senado aprova isenção do IR para salários até R$ 5 mil: o que muda para o trabalhador e para o país

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O que foi aprovado

 

Na quarta-feira (5 de novembro de 2025), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) todos os trabalhadores que recebem até R$ 5.000 por mês.

O texto segue agora para o plenário do Senado para votação definitiva, antes da sanção presidencial.

 

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Principais pontos da proposta

 

Faixa de isenção total: rendimentos mensais até R$ 5.000 passaram a não pagar IRPF.

 

Faixa de isenção parcial ou redução gradual do IR para quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais.

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Para rendas acima de R$ 7.350 mensais, a cobrança segue como atualmente.

 

Para compensar a renúncia fiscal que essa medida representa, o projeto institui uma alíquota mínima de IR de até 10% para quem recebe acima de R$ 600 mil por ano (aproximadamente R$ 50 000 por mês).

 

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Também está prevista a tributação de 10% sobre lucros e dividendos remetidos para o exterior.

 

 

Por que essa medida

 

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Segundo autoridades e trabalhadores, trata-se de um passo importante de “justiça tributária”.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a aprovação sem muitas alterações é desejável para que a medida entre em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.

De acordo com os cálculos do governo, cerca de 25 milhões de brasileiros terão menos impostos a pagar.

 

Impactos para o trabalhador

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Para quem recebe até R$ 5.000/mês, haverá alívio direto na carga tributária, liberando parte da renda para consumo, poupança ou investimento.

 

Para a economia como um todo, espera-se que o consumo seja estimulado — as famílias terão mais poder de compra.

 

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A medida também busca corrigir a defasagem da tabela do IR, que há anos não era totalmente atualizada.

 

 

Impactos para as contas públicas e esquema tributário

 

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Apesar da renúncia fiscal implicada pela isenção, o projeto se propõe a manter neutralidade orçamentária, ou seja, compensar perdas por meio da tributação de faixas mais elevadas de renda.

 

Cria-se uma lógica mais progressiva: quem ganha menos, paga menos ou nada; quem ganha muito mais, contribui mais.

 

Especialistas alertam que ainda há que se avançar: apenas uma faixa da tabela está sendo corrigida; outras distorções permanecem.

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Críticas e ressalvas

 

A oposição manifestou preocupação de que a proposta tenha sido aprovada com poucas emendas e mudanças — o relator da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), rejeitou 11 emendas sob o argumento de que mudanças poderiam atrasar a sanção.

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Há quem defenda que a faixa de isenção deveria ser ainda maior, ou que as alíquotas deveriam recair mais fortemente sobre as rendas altas.

 

Também existem alertas de que os efeitos na arrecadação e nas finanças públicas precisam ser monitorados de perto, especialmente considerando pressões sobre o orçamento e limitações do arcabouço fiscal.

 

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Próximos passos

 

O projeto seguirá para votação em plenário no Senado. Caso seja aprovado sem alterações, será enviado para sanção do presidente da República.

 

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Se sancionado até o final deste ano, as novas regras poderão entrar em vigor já em janeiro de 2026.

 

No entanto, se houver modificações significativas no Senado, o texto poderá retornar à Câmara dos Deputados, o que atrasaria sua vigência.

 

 

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Considerações finais

 

A aprovação desta medida representa um avanço político e social relevante no Brasil. A lógica por trás é simples: aliviar o peso do imposto sobre quem ganha menos — e ao mesmo tempo exigir uma contribuição maior de quem ganha muito mais.

Isso tem apelo popular, especialmente em um contexto de inflação, custo de vida elevado e estagnação salarial para muitos trabalhadores.

Ainda assim, é preciso ficar atento: a eficácia da medida dependerá de sua sanção, da regulamentação, da forma como será implementada e da maneira como será compensada no orçamento público.

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Para o trabalhador que recebe, por exemplo, R$ 4.500 mensais, a isenção pode significar uma redução tributária relevante no fim do mês — o que pode se traduzir em mais recursos para consumo, para investimento ou para reduzir dívidas. Para o país, a medida pode ajudar a aquecer o mercado interno — mas só se for bem executada e acompanhada de outras reformas estruturais.

Imagem: Senado

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