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Operação “Trem Fantasma”: Justiça condena seis envolvidos por esquema de desvio de verbas públicas em Três Pontas
Grupo simulava compra de peças automotivas que nunca eram entregues à Prefeitura; penas ultrapassam 65 anos de prisão e condenados também terão que ressarcir os cofres públicos.
A Justiça condenou seis pessoas envolvidas na Operação “Trem Fantasma”, investigação que desvendou um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos na Prefeitura de Três Pontas. A decisão reconheceu a atuação de um grupo que simulava a aquisição de peças automotivas destinadas à frota municipal, mas que, segundo as investigações, jamais eram entregues.
A apuração foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas. As condenações somam mais de 65 anos de prisão, além da aplicação de 200 dias-multa aos envolvidos.
De acordo com a sentença, quatro réus foram condenados por organização criminosa e peculato, recebendo penas que variam entre 10 anos e 5 meses e 17 anos de reclusão, todas em regime inicial fechado. Um dos condenados também respondeu pelo crime de embaraço às investigações.
Outros dois réus foram condenados exclusivamente pelo crime de embaraço à investigação, com penas de 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto.
Além das penas privativas de liberdade, a Justiça determinou o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos. Quatro dos condenados deverão pagar, de forma solidária, R$ 8.920,92 por danos materiais. A sentença também fixou indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.
A Operação “Trem Fantasma” teve início em 2018, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais. As investigações apontaram que o esquema consistia na emissão de documentos para justificar a compra de peças automotivas que, na prática, nunca eram fornecidas ao município, provocando prejuízo aos recursos públicos.
Apesar da condenação dos seis réus nesta ação, o caso ainda não está totalmente encerrado. Uma segunda ação penal, relacionada ao mesmo esquema, continua em tramitação e envolve outros nove investigados.
Imagem: Redes Sociais