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Homem acusado de homicídio provoca perseguição policial em Três Pontas e acaba preso

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Na noite de terça-feira (05), um homem de 35 anos, réu por um homicídio brutal ocorrido em 2010, protagonizou uma fuga cinematográfica pelas ruas de Três Pontas (MG). A tentativa de escapar da prisão preventiva mobilizou diversas viaturas e resultou em uma perseguição de alto risco, que terminou com sua prisão nas proximidades da Avenida Conceição Queiroz Marinho.

De acordo com a Polícia Civil, o acusado deveria ser julgado nesta quinta-feira (7), mas não havia sido encontrado para receber a intimação, o que levou a Justiça a decretar sua prisão. Equipes policiais localizaram o suspeito na casa da irmã, no bairro Bom Pastor, e aguardaram o momento certo para agir.

Quando o homem deixou a residência e entrou em sua caminhonete, foi cercado pelas viaturas, mas reagiu jogando o veículo contra uma delas e fugiu em alta velocidade. Mesmo com os pneus atingidos por disparos, continuou dirigindo perigosamente por várias ruas, ignorando sinais de trânsito, quase atropelando um ciclista e colidindo com veículos estacionados.

Com o apoio da Polícia Militar, a perseguição terminou após o cerco ser fechado. O suspeito foi retirado do carro e preso. Um investigador ficou ferido na mão durante a abordagem e precisou de atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM), onde o réu também passou por exame de corpo de delito.

Segundo o delegado Guilherme Banterli, o homem alegou que pensou estar sendo atacado por familiares da vítima ou vítima de um assalto, mas as justificativas foram consideradas inconsistentes diante da ação coordenada dos policiais. Ele foi autuado por diversos crimes, incluindo resistência, direção perigosa e pode responder por tentativa de homicídio contra agentes da polícia.

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A defesa, no entanto, contesta a versão da polícia. O advogado Dalton Braga afirmou que o réu foi intimado no dia 31 de julho e não estava foragido. Ele também alegou que só teve acesso ao processo nesta terça-feira, após ter sido oficialmente contratado pelo acusado na véspera.

O julgamento já foi adiado três vezes: por problemas de saúde de uma testemunha, pela ausência de uma substituta e pela troca de advogado feita pelo próprio réu. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Presídio de Três Pontas, onde permanece à disposição da Justiça.

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