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Ex-prefeito de Três Pontas, Antônio Carlos Mesquita, morre aos 85 anos

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Faleceu neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, o ex-prefeito de Três Pontas Antônio Carlos Mesquita, figura marcante da política e da cultura trespontana. Reconhecido por sua dedicação ao serviço público e pelo incentivo decisivo às artes no município, Mesquita deixa um legado de superação, visão de futuro e amor profundo pela cidade onde nasceu.

Filho de Maria das Dores Rabello Campos (Walda) e José Antônio Mesquita Campos (Ninico), Antônio Carlos nasceu em 4 de junho de 1940, na Rua Aurora, travessa da Rua Ipiranga, conhecida popularmente como “Rua da Outra Banda”. Sua chegada ao mundo aconteceu em um momento histórico delicado, durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, mas em Três Pontas a vida seguia com a tranquilidade típica da pequena cidade do interior.

Desde cedo, Carlos enfrentou desafios. Ao lado da irmã Laura, precisou conciliar os estudos com as responsabilidades domésticas, ajudando a cuidar dos irmãos mais novos. Para a família, os irmãos mais velhos se tornaram referência e apoio essencial.

Juventude e primeiros passos

Em 1959, aos 19 anos, Antônio Carlos mudou-se para Belo Horizonte para trabalhar no Banco Nacional. Mesmo jovem, demonstrava generosidade e carinho com a família: em suas visitas a Três Pontas, fazia questão de levar lembranças e pequenos gestos que ficaram eternizados na memória dos irmãos.

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Família e vida pessoal

No dia 23 de setembro de 1962, data dedicada ao Padre Victor, considerado Anjo Tutelar de Três Pontas, Antônio Carlos Mesquita casou-se com Marli Botrel Campos. Da união nasceram três filhos: Márcia Andreia, Carlos André e Victor Adriano, além de cinco netos: Andressa, Júnior, Vitória, Bruno e Eduardo.

Dois mandatos e serviços prestados

Antônio Carlos Mesquita foi prefeito de Três Pontas por dois mandatos, período em que prestou relevantes serviços à população. Com espírito público e dedicação, escreveu um capítulo importante na história administrativa e cultural do município.

Sua trajetória é lembrada como exemplo de superação e compromisso com o bem comum.

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Revolução cultural em Três Pontas

Não é possível falar da história cultural trespontana sem citar Antônio Carlos Mesquita. Durante sua gestão, importantes marcos foram concretizados:

Inauguração do Coreto Municipal, na Praça Cônego Victor, em fevereiro de 1988;

Aquisição do antigo Cine Rio, transformado no atual Centro Cultural Milton Nascimento;

Criação do Conservatório Municipal de Música Heitor Villa-Lobos, em 3 de julho de 1987, posteriormente denominado Conservatório Gileno Tiso;

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Fortalecimento e apoio ao Festival Canto Aberto, iniciativa do Rotary Club, que se tornou uma das maiores manifestações culturais da cidade graças ao suporte da administração Mesquita.

Amigo e colega de escola de Milton Nascimento, Antônio Carlos levou ao pé da letra o verso do artista trespontano:

“Todo artista tem que ir aonde o povo está.”

Seu incentivo transformou Três Pontas em um verdadeiro celeiro de talentos, fomentando atividades culturais e artísticas que até hoje moldam a identidade do município.

Legado e despedida

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Antônio Carlos Mesquita parte deixando uma história de trabalho, amor pela terra natal e contribuições que permanecem vivas na memória coletiva de Três Pontas.

Seu legado ultrapassa a política: está presente na cultura, nos espaços públicos, na música e no orgulho de uma cidade que cresceu sob sua visão.

Imagem: Redes Sociais

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