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Estiagem reduz nível do Lago de Furnas e traz prejuízos ao setor turístico

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O nível do Lago de Furnas voltou a chamar a atenção de moradores, comerciantes e autoridades em Três Pontas. Com a estiagem prolongada e o volume de chuvas abaixo do esperado em períodos recentes, o reservatório apresenta marcas visíveis de retração, revelando bancos de areia e áreas que antes estavam submersas.

Conhecido como o “Mar de Minas”, o lago é uma das principais referências turísticas e econômicas da região. Quando o nível da água cai, os impactos são imediatos: embarcações têm dificuldade para navegar, marinas ficam parcialmente inutilizadas e o fluxo de turistas diminui, especialmente nos fins de semana e feriados.

Para empresários do setor de turismo, a situação é preocupante. Restaurantes às margens da represa e pousadas relatam queda no movimento, reflexo direto da paisagem alterada e da limitação das atividades náuticas. “Muita gente deixa de vir quando vê que o lago está baixo. Isso afeta toda a cadeia, desde hotéis até pequenos comerciantes”, comenta um empresário local.

Além do turismo, pescadores também sentem os efeitos. Com a redução do volume de água, peixes migram para áreas mais profundas e a atividade se torna mais difícil, diminuindo a renda de famílias que dependem da pesca artesanal.

O Lago de Furnas desempenha papel estratégico não apenas para o lazer e a economia regional, mas também para a geração de energia elétrica. Por isso, o controle do nível do reservatório envolve decisões técnicas que equilibram o abastecimento, a produção energética e o uso turístico.

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Especialistas apontam que a recuperação do lago depende de um período chuvoso mais intenso e regular, além de uma gestão cuidadosa da liberação de água pelas usinas hidrelétricas. Enquanto isso, moradores acompanham diariamente as variações do nível, na esperança de que a represa volte a atingir marcas mais favoráveis.

A situação reacende o debate sobre a importância da preservação dos recursos hídricos e da adoção de políticas públicas que garantam o uso sustentável do Lago de Furnas. Em Três Pontas, a expectativa é que as próximas chuvas tragam alívio e devolvam parte do cenário que há décadas atrai visitantes e movimenta a economia local.

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