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Donos de restaurantes no Pontalete negam furto de energia e afirmam que situação era de conhecimento da Prefeitura

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Os proprietários de dois estabelecimentos comerciais localizados na Orla do Pontalete, em Três Pontas, apresentaram a versão deles sobre o episódio envolvendo uma denúncia de suposta ligação irregular de energia elétrica, após a presença da Polícia Civil no local.

As informações foram apresentadas em entrevista ao canal Equipe Positiva, na qual a proprietária dos estabelecimentos, Gilmara Vitor, afirmou ter sido surpreendida pela situação e classificou o episódio como uma “injustiça muito grande”. Segundo ela, a família trabalha no local há cerca de 18 anos e nunca havia enfrentado problemas relacionados ao fornecimento de energia.

De acordo com Gilmara, a energia utilizada pelos estabelecimentos era fornecida com conhecimento e autorização da Prefeitura, já que os restaurantes estão instalados em uma área pública. Ela afirmou que, há anos, os comerciantes buscavam a regularização individual junto à Cemig, mas dependiam da instalação de uma estrutura de postes no local.

Ainda segundo o relato, a estrutura necessária teria sido instalada em junho deste ano. Em julho, os comerciantes teriam sido comunicados de que poderiam providenciar a instalação dos padrões individuais e receberam prazo até o fim de agosto para regularizar a situação. Gilmara afirmou que tomou as providências e que a ligação de seu estabelecimento já havia sido realizada.

Advogado contesta acusação de ligação clandestina

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Durante a entrevista, o advogado que representa Gilmara e os estabelecimentos, Paulo, também apresentou sua versão sobre o caso. Ele afirmou que os bares existentes na Orla do Pontalete funcionam no local há anos e que a utilização do espaço público teria sido formalizada pela Prefeitura.

Segundo ele, os comerciantes possuem documentação referente à autorização de uso dos espaços e que a energia fornecida anteriormente era de conhecimento do poder público. O advogado também negou que os comerciantes tenham realizado uma ligação clandestina diretamente no poste para abastecer os estabelecimentos.

Ele relatou ainda que, ao longo dos anos, foram realizados pedidos e protocolos junto à Prefeitura e à Cemig para a instalação da infraestrutura necessária à ligação individual dos estabelecimentos. Conforme a entrevista, em uma reunião realizada em 2023, os comerciantes teriam sido autorizados a permanecer utilizando a estrutura existente até que a Prefeitura disponibilizasse as condições necessárias para a instalação dos padrões individuais.

Comerciantes afirmam que situação foi regularizada

Gilmara declarou durante a entrevista que já possui a documentação e os protocolos relacionados à regularização e que o estabelecimento voltou a funcionar normalmente.

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Para a comerciante, o principal prejuízo provocado pelo episódio foi à imagem dos estabelecimentos e da família, devido à associação com uma suposta prática de furto de energia.

O advogado também defendeu que a situação poderia ter sido tratada inicialmente como uma questão administrativa e pediu que as autoridades considerem a documentação apresentada pelos comerciantes.

Ao final da entrevista, Gilmara reforçou o pedido de direito de resposta e afirmou que a família trabalha no Pontalete há muitos anos e que, segundo ela, a situação envolvendo o fornecimento de energia sempre foi de conhecimento do poder público.

As informações acima correspondem à versão apresentada pelos comerciantes e pelo advogado durante entrevista ao canal Equipe Positiva.

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