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Desvio na Prefeitura de Três Pontas já ultrapassa R$ 3,1 milhões, aponta investigação

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Vereador Rodrigo Silva apresenta valores apurados e cobra auditoria nas 326 contas bancárias do município

A investigação sobre o suposto desvio de recursos públicos na Prefeitura de Três Pontas já identificou, até o momento, a movimentação de R$ 3.107.102,82 que teria sido desviada dos cofres municipais. Os números foram apresentados pelo vereador Rodrigo Silva durante manifestação na Câmara Municipal, com base nas informações obtidas a partir das medidas judiciais adotadas no caso.

De acordo com o relato apresentado pelo parlamentar, a investigação começou após a Prefeitura acionar a Polícia Civil para comunicar a existência de irregularidades financeiras no âmbito da Secretaria de Fazenda. Com a quebra de sigilos bancários e o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os investigadores teriam identificado transferências de recursos públicos para uma conta bancária pessoal de uma servidora efetiva do município.

A servidora foi presa em Varginha e, conforme informado durante a sessão, permanece recolhida em unidade prisional de Três Corações à disposição da Justiça. Segundo o relato, neste momento da investigação ainda não é possível afirmar se outras pessoas participaram do esquema. A apuração sobre o destino dos valores transferidos a partir da conta da investigada depende da obtenção de novos dados bancários.

Mais de R$ 3 milhões desviados

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Os valores apresentados mostram que os supostos desvios teriam ocorrido de forma gradual ao longo de vários anos. Segundo os dados divulgados:

2020: R$ 10.700,00

2021: R$ 114.811,00

2022: R$ 237.493,91

2023: R$ 583.981,62

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2024: R$ 885.777,63

2025: R$ 733.607,96

2026, até 29 de julho: R$ 540.730,70

O total chega a R$ 3.107.102,82.

Segundo a exposição feita pelo vereador, as transferências eram realizadas por meio de TEDs em valores inferiores a R$ 5 mil, com operações sucessivas de quantias menores. A avaliação apresentada é de que esse procedimento teria dificultado a identificação imediata das movimentações.

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Investigação ainda busca identificar outros envolvidos

Um dos pontos que permanecem em aberto é o destino final dos recursos. Conforme informado, os valores inicialmente eram transferidos para uma conta pessoal da servidora investigada. A partir daí, a Polícia Civil ainda aguarda informações decorrentes da quebra do sigilo bancário para rastrear as demais movimentações.

O material apresentado ressalta que, até aquele momento, não era possível afirmar a participação de outras pessoas no suposto esquema. Novas informações bancárias deverão ser analisadas para esclarecer a extensão das irregularidades e eventual participação de terceiros.

Vereador cobra auditoria em todas as contas

Diante da dimensão dos valores, Rodrigo Silva informou ter protocolado requerimento para a contratação de uma auditoria externa nas contas da Prefeitura.

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Segundo ele, o município mantém 326 contas bancárias, e a auditoria teria como objetivo ampliar a análise para verificar se existem outros desvios ou irregularidades que ainda não tenham sido identificados. A medida também poderia auxiliar o trabalho da Polícia Civil na investigação.

O vereador também apontou possíveis falhas nos mecanismos de controle interno e no gerenciamento da administração municipal.

Caso ainda está sob investigação

Apesar do montante já identificado, a apuração não está concluída. A investigação deverá avançar com a análise dos extratos bancários e demais elementos obtidos pelas autoridades.

A eventual responsabilização criminal e civil dos envolvidos dependerá da conclusão das investigações e das decisões da Justiça. Até que haja decisão definitiva, os investigados devem ser tratados como suspeitos e têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

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O caso chama atenção pelo valor milionário envolvido e pela possibilidade de que a auditoria das demais contas municipais revele novas informações sobre a utilização dos recursos públicos.

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