Utilidade pública
Cotação do Café – Terça-feira
Preços globais seguem queda nas bolsas internacionais
As cotações do café continuaram em queda nesta terça-feira (16), refletindo um movimento de correção nos mercados globais após semanas de volatilidade. Na Bolsa de Nova York (futuros de café arábica), o contrato referente a dezembro de 2025 voltou a recuar, fechando em 436,30 cents por libra-peso, com baixa de 2,80% em relação ao fechamento anterior.
Esse movimento reforça a tendência recente de preços pressionados, influenciada por expectativas de oferta mais equilibrada, aumento da safra em algumas regiões e menor tensão especulativa após picos nos últimos meses.
Mercado Robusta também registra recuo
No segmento Robusta (cotado em Londres), os contratos futuros também acompanharam a tendência de queda, com perdas observadas nas principais entregas de mercadorias, mantendo o mercado sob pressão no curto prazo.
Queda nos principais mercados produtores
Relatórios do mercado indicam que os preços domésticos em grandes regiões produtoras da Ásia, como o Vietnã, seguem em retração, com valores ao produtor chegando aos mais baixos em meses recentes — entre 96.700 a 97.500 VND/kg para o café verde — refletindo uma pressão descendente sobre as cotações globais.
Fatores que influenciam o mercado
Os agentes de mercado apontam alguns fatores por trás do desempenho desta terça-feira:
Melhora na oferta global impulsionada por expectativas de safra mais robusta em países como Brasil e Vietnã.
Pressão sobre a demanda em alguns mercados consumidores, que tem reduzido a intensidade das altas especulativas vistas anteriormente.
Câmbio e custos de produção, que continuam influenciando as decisões de compra e venda no mercado físico e futuro.
Impactos para o produtor e o mercado interno brasileiro
Embora os preços internacionais tenham recuado no pregão desta terça-feira, a cotação ao produtor no Brasil ainda reflete oscilações importantes ao longo do ano, especialmente considerando a posição do Brasil como maior exportador mundial de café, com participação significativa tanto no arábica quanto no robusta.
Analistas do setor apontam que, apesar das quedas pontuais no curto prazo, a tendência de médio prazo dependerá fortemente do comportamento das safras futuras, do câmbio e do equilíbrio entre oferta e demanda global.