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Cotação do Café – Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Mercado do café inicia fevereiro com preços firmes e variações regionais
O mercado do café segue com oscilações moderadas neste início de fevereiro de 2026, com destaque para o comportamento do arábica nas bolsas e no mercado físico brasileiro. A quarta-feira (4) acompanha o cenário de valorização recente, impulsionado por fatores climáticos e pela oferta ainda ajustada no mercado global.
Na Bolsa Brasileira (B3), o contrato futuro do café arábica com vencimento em março de 2026 encerrou a última sessão cotado a 428,35 pontos, com alta diária de 0,78%. Durante o pregão, os preços oscilaram entre 426,00 e 434,25 pontos, refletindo a volatilidade típica do mercado internacional da commodity.
Mercado físico registra preços acima de R$ 1,8 mil por saca
No mercado físico brasileiro, as cotações continuam variando conforme a região produtora. Levantamento recente aponta os seguintes preços médios para o café arábica tipo 6, bebida dura, bica corrida:
Guaxupé (MG): R$ 1.960,00 por saca de 60 kg
Poços de Caldas (MG): R$ 2.020,00/sc
Patrocínio (MG): R$ 2.080,00/sc
Varginha (MG): R$ 1.950,00/sc
Machado (MG): R$ 1.850,00/sc
Campos Gerais (MG): R$ 2.015,00/sc
Franca (SP): R$ 1.950,00/sc
Os números indicam que, apesar das variações pontuais entre as praças, os preços seguem em patamar elevado, sustentados pela demanda e pelo ritmo das negociações no setor cafeeiro.
Oferta global e clima continuam influenciando o mercado
O comportamento dos preços do café tem sido impactado por fatores estruturais, como os baixos estoques globais e as incertezas climáticas, especialmente no Brasil, maior produtor mundial. A oferta restrita e as preocupações com produtividade mantêm o mercado atento às condições das próximas safras.
Além disso, o volume de chuvas e as expectativas sobre a safra brasileira continuam sendo variáveis determinantes para a formação dos preços ao longo do ano.
Tendência do mercado
Analistas apontam que o café deve seguir com volatilidade nas próximas semanas, acompanhando fatores como o clima nas regiões produtoras, ritmo das exportações e movimentações do mercado internacional. A expectativa do setor é de atenção redobrada ao desenvolvimento da safra 2026, que poderá definir o comportamento dos preços ao longo do ano.