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Cotação do Café nesta quarta-feira
Café: preços abrem estáveis com leve alta no arábica
Nesta quarta-feira (12/11), o mercado brasileiro de café dá sinais de leve recuperação para a variedade arábica, enquanto a robusta apresenta recuo. Os números‐chave são:
A saca de 60 kg de café arábica (tipo 6, bebida dura, “bica corrida”, na cidade de São Paulo) foi cotada em R$ 2.294,47, com alta de 0,14% em relação ao fechamento anterior.
Já para o café robusta (conilon/canêfora) a saca está em cerca de R$ 1.380,12, registrando recuo diário de 0,99%.
No mercado internacional de futuros, o contrato de café C (referente à bolsa ICE Futures U.S. / Nova York) fechou em US$ 417,73 por libra-peso em 12/11/25, com queda de ~1,18%.
Por que esses movimentos?
Alguns fatores que influenciam esse panorama:
No Brasil, a consultoria Safras & Mercado aponta que em regiões como o sul de Minas Gerais o café arábica bebida boa (15% de catação) foi negociado entre R$ 2.400,00 e R$ 2.410,00 a saca, contra patamares ligeiramente inferiores em dias anteriores.
A economia internacional pesa no contexto: dólar mais fraco, estoques ajustados e flutuações nas bolsas de futuros impactam o preço interno.
A oferta da safra 2025/26 e o clima nas regiões produtoras ainda geram certa atenção — qualquer limitação no café arábica pode levar à valorização contínua.
O que isso significa para produtores e indústrias?
Para os produtores de arábica, o pequeno avanço é um alívio após quedas recentes, mas a margem ainda permanece estreita frente aos custos de produção, que continuam elevados. Para os compradores e industrias, o recuo da robusta representa uma janela de negociação mais favorável — porém, vale atenção à volatilidade dos futuros.
Observações finais
O indicador para arábica citado (R$ 2.294,47) refere-se ao mercado físico bruto na cidade de São Paulo, com base em relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA).
Toda cotação está sujeita a variações diárias e regionais — diferentes qualidades, lotes e localizações podem apresentar preços distintos.
Para quem atua no mercado de cafés especiais, blends ou exportação, os movimentos nos futuros internacionais ficam ainda mais relevantes.