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Cotação do Café: Mercado acompanha exportações e mantém atenção ao ritmo da colheita nesta quinta-feira
O mercado cafeeiro inicia esta quinta-feira (13) atento ao andamento da colheita brasileira, ao comportamento das bolsas internacionais e aos números recentes das exportações nacionais. A expectativa é de negociações moderadas no mercado físico, com produtores avaliando os movimentos das cotações antes de realizar novos fechamentos de negócios.
Nas últimas referências divulgadas pelo mercado, o café arábica vinha sendo negociado próximo de R$ 1.728 por saca de 60 quilos, enquanto o café robusta registrava valores ao redor de R$ 1.091 por saca, segundo indicadores do Cepea/Esalq.
Analistas destacam que os preços continuam influenciados pelo avanço da colheita nas principais regiões produtoras do Brasil, especialmente em Minas Gerais, além das oscilações observadas na Bolsa de Nova York. Recentemente, os contratos futuros do café arábica apresentaram recuperação apoiada pela redução dos estoques certificados e pelo monitoramento das condições climáticas nos países produtores.
Outro fator acompanhado pelo setor é o desempenho das exportações brasileiras. Dados do Cecafé mostram que o Brasil embarcou cerca de 3,03 milhões de sacas de café em julho, volume 9,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento nos embarques, a receita obtida com as vendas externas apresentou recuo em relação ao mesmo mês de 2025.
Para os produtores do Sul de Minas, principal região produtora de café arábica do país, o cenário segue de cautela. A oferta crescente da safra 2026 e as oscilações do mercado internacional continuam determinando o comportamento das cotações ao longo das próximas semanas.
Resumo do mercado nesta quinta-feira
Café arábica: cerca de R$ 1.728/saca de 60 kg
Café robusta: cerca de R$ 1.091/saca de 60 kg
Tendência: mercado atento à colheita e às bolsas internacionais
Exportações: alta de 9,9% em julho
Fator de atenção: ritmo da comercialização e variações climáticas nas regiões produtoras
A expectativa para os próximos dias é de continuidade da volatilidade, com os preços reagindo principalmente ao avanço da safra brasileira, ao comportamento do dólar e às movimentações das bolsas internacionais de café.