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Cotação do Café: Arábica Mantém Firmeza e Saca se Aproxima de R$ 1,8 Mil Neste Sábado
O mercado cafeeiro encerra a semana com preços firmes para o café arábica, sustentados pelo ritmo mais lento da colheita brasileira e pelas preocupações do mercado internacional com a oferta global. Neste sábado, 15 de agosto de 2026, as referências do mercado físico indicam negociações próximas de R$ 1.800 por saca de 60 quilos nas principais regiões produtoras do país.
De acordo com os últimos levantamentos disponíveis, o Indicador Cepea/Esalq para o café arábica fechou a sexta-feira (14) em R$ 1.794,15 por saca, registrando valorização diária de 0,83%. O resultado reforça a recuperação observada ao longo das últimas semanas, mesmo diante do avanço da colheita nacional.
Nas cooperativas e praças de comercialização de Minas Gerais, principal estado produtor do país, as cotações variaram entre R$ 1.770 e R$ 1.851 por saca para o café arábica tipo 6/7. Em Guaxupé e Campos Gerais, os preços chegaram a R$ 1.851 por saca, enquanto em Varginha o produto foi negociado a R$ 1.800.
No mercado internacional, o contrato de café arábica segue operando acima dos 300 centavos de dólar por libra-peso, patamar considerado elevado em comparação à média histórica. Analistas apontam que os estoques reduzidos e a lentidão da colheita brasileira continuam oferecendo suporte às cotações, apesar da expectativa de uma safra maior em 2026.
Cenário para os próximos dias
A tendência de curto prazo permanece de atenção aos fatores climáticos e ao ritmo de comercialização da safra brasileira. O mercado segue dividido entre a pressão de uma oferta maior e os receios relacionados à disponibilidade global de café de qualidade, especialmente do arábica.
Principais referências do mercado físico
Indicador Cepea/Esalq (14/08): R$ 1.794,15/sc
Guaxupé (MG): R$ 1.851,00/sc
Campos Gerais (MG): R$ 1.851,00/sc
Patrocínio (MG): R$ 1.840,00/sc
Varginha (MG): R$ 1.800,00/sc
Machado (MG): R$ 1.770,00/sc
Com o encerramento da semana, produtores permanecem atentos ao comportamento das bolsas internacionais e ao andamento da colheita no Brasil, fatores que deverão continuar determinando a direção dos preços nas próximas sessões.