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Contran anuncia novas diretrizes para autoescolas para adquirir a CNH

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Nesta segunda-feira (1º de dezembro de 2025), o Contran aprovou por unanimidade uma resolução que elimina a obrigatoriedade de frequentar uma autoescola para obter a CNH. A decisão faz parte do pacote de mudanças no sistema de habilitação promovido pelo Ministério dos Transportes. Com a nova regra, quem deseja tirar a habilitação nas categorias A (motos) e B (carros) — e, em muitos casos, nas categorias C, D e E — poderá optar por diferentes formatos de preparação.

Como será o novo processo

O curso teórico poderá ser feito de forma gratuita e 100% digital, pela plataforma da pasta ou por instituições credenciadas; a alternativa de aulas presenciais nas autoescolas permanece para quem preferir.

As aulas práticas deixam de ter carga mínima obrigatória de 20 horas: a nova norma estabelece apenas 2 horas mínimas antes da prova prática.

Quem preferir poderá fazer as aulas práticas com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans, e inclusive usar o próprio veículo do candidato, o veículo do instrutor ou de uma autoescola.

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O candidato continuará tendo de passar pelos exames — teórico, prático, exame médico/psicológico e coleta biométrica no Detran — para obter a habilitação.

Por que a mudança — e quem sai ganhando

A proposta tem como objetivo tornar a CNH mais acessível e menos burocrática. Segundo o governo, o custo do processo poderá cair em até 80%, visto que haverá redução de horas obrigatórias e flexibilização nas formas de preparação.

Para milhões de brasileiros atualmente sem habilitação — seja por falta de recursos, seja por falta de tempo ou pela escassez de autoescolas em regiões remotas — a mudança representa uma chance concreta de finalmente conseguir dirigir legalmente.

Impactos para autoescolas e críticas

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Nem todo mundo celebra a novidade. O setor de formação de condutores aponta que a queda na demanda já é visível: pesquisas em Minas Gerais relatam forte declínio no número de matrículas e redução de faturamento para quase todas as autoescolas.

Além disso, há quem alerte para os riscos de flexibilizar demais a formação. Um diretor de habilitação de um Detran estadual advertiu que a ausência de um preparo padronizado pode elevar a taxa de reprovação nas provas teóricas e práticas — o que, a longo prazo, poderia tornar mais difícil a emissão da CNH para muitos.

O que muda para o cidadão — e o que fica igual

Antes (modelo tradicional) Com a nova regra do Contran

Obrigatoriedade de autoescola (teórica + prática) Autoescola torna-se opcional — ensino teórico pode ser online; prática com instrutor credenciado ou autoescola

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45 horas teóricas + 20 horas práticas obrigatórias Ensino teórico livre (sem carga mínima); apenas 2h práticas mínimas antes da prova

Custo elevado — em média de milhares de reais Custo pode cair até 80%, contanto que o candidato opte pelo caminho mais barato

Prazo fixo para conclusão do processo Sem prazo fixo para conclusão (flexibilidade maior)

Dependência de disponibilidade de autoescolas locais possibilidade de acessar conteúdo remoto e instrutores autônomos, importante para quem mora em regiões menos assistidas

Por que é um marco — e o que observar daqui pra frente

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A aprovação dessa resolução representa — segundo especialistas e o próprio governo — a maior reforma no processo de habilitação no Brasil em décadas. Ao tornar a CNH mais acessível, pode haver maior inclusão social, acesso ao transporte e ao mercado de trabalho, especialmente em regiões pequenas ou rurais.

Por outro lado, a mudança exige atenção à qualidade da formação — independente de como o candidato estude, os exames continuam obrigatórios. A transição deve ser acompanhada de fiscalização rigorosa dos instrutores autônomos e bom uso das ferramentas digitais.

Para quem mora em cidades pequenas — como muitas em Minas Gerais — a novidade pode ser especialmente benéfica. A possibilidade de estudar de casa, usar um veículo próprio e contratar instrutor credenciado pode derrubar barreiras históricas à habilitação.

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