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Café inicia a semana com mercado atento à colheita e preços acima de R$ 1,6 mil por saca
Produtores do Sul de Minas acompanham o avanço da colheita enquanto as cotações seguem sustentadas no mercado físico e na Bolsa de Nova York.
A semana começa com o mercado do café acompanhando o avanço da colheita da safra 2026 no Brasil e o comportamento das cotações nos mercados nacional e internacional. Após oscilações nos últimos dias, os preços do café arábica permanecem em patamares elevados, refletindo a oferta limitada de cafés de melhor qualidade e a atenção dos investidores às condições climáticas nas principais regiões produtoras.
O indicador do café arábica do Cepea/Esalq encerrou a última sessão cotado a R$ 1.636,25 por saca de 60 quilos, registrando recuo de 1,24% em relação ao fechamento anterior. Apesar da queda pontual, o mercado segue em níveis historicamente elevados para a cultura.
No Sul de Minas, importante polo cafeeiro do país, as cooperativas e praças de comercialização continuam registrando preços atrativos. No último fechamento disponível, a saca do café arábica tipo 6 foi negociada a R$ 1.770,00 em Varginha, R$ 1.750,00 em Machado, R$ 1.743,00 em Guaxupé e R$ 1.756,00 em Campos Gerais.
Na Bolsa de Nova York (ICE), os contratos futuros encerraram a última sessão em baixa, refletindo movimentos técnicos do mercado e a expectativa de maior oferta com o avanço da colheita brasileira. Ainda assim, especialistas avaliam que fatores como clima, câmbio e demanda internacional continuarão influenciando a volatilidade das cotações nas próximas semanas.
Principais cotações do café arábica
Indicador Cepea/Esalq: R$ 1.636,25/sc
Varginha (Minasul): R$ 1.770,00/sc
Campos Gerais (Coopercam): R$ 1.756,00/sc
Machado (Coopama): R$ 1.750,00/sc
Guaxupé (Cooxupé): R$ 1.743,00/sc
Poços de Caldas: R$ 1.710,00/sc
Patrocínio: R$ 1.600,00/sc
Para os cafeicultores de Três Pontas e região, a expectativa é de continuidade da colheita ao longo desta semana, favorecida pelo tempo seco previsto para o Sul de Minas. A combinação entre clima favorável e preços remuneradores mantém o mercado atento às oportunidades de comercialização da safra 2026.