Utilidade pública
Apagões em Nova Resende fazem MP exigir R$ 2,5 milhões da Cemig
Nova Resende, MG, voltou ao centro do debate sobre a qualidade do fornecimento de energia após o Ministério Público de Minas Gerais abrir uma Ação Civil Pública contra a Cemig. O órgão cobra melhorias urgentes e indenização de R$ 2,5 milhões pelos prejuízos acumulados em 15 anos de quedas frequentes no município.
Segundo o Ministério Público, documentos oficiais apontam interrupções sucessivas no serviço ao longo dos anos. Em maio de 2025, mais de 700 consumidores ficaram sem energia durante uma ocorrência registrada na cidade. Em outra situação, mais de 100 unidades foram afetadas por um desligamento que durou quase duas horas. Além disso, a Promotoria destaca que moradores relatam cortes “quase diários”, muitos deles ocorrendo até mesmo em dias de chuva leve. Há ainda registros de famílias da zona rural que permaneceram até dois dias consecutivos sem energia, sem causa climática ou acidental que justificasse a falha.
Essas interrupções afetam diretamente serviços essenciais como hospitais, escolas, comércios e a segurança pública. No entanto, o impacto mais profundo recai sobre a produção de café, principal atividade econômica da região. A paralisação dos secadores durante os apagões provoca perdas de qualidade e produtividade, ampliando os prejuízos enfrentados pelos produtores rurais.
O Ministério Público pede que a Cemig apresente, em até 30 dias, um plano emergencial de melhorias na infraestrutura elétrica, com atenção especial às áreas rurais, apontadas como as mais vulneráveis. Além disso, solicita indenização por danos morais coletivos, destinada ao Fundo de Defesa do Consumidor.
A Ação Civil Pública está em fase inicial e prevê participação direta dos moradores, que poderão acompanhar o andamento do processo e se manifestar ao longo das próximas etapas. A Cemig afirmou que ainda não foi formalmente comunicada sobre a ação, mas informou que irá avaliar o processo e tomar as providências cabíveis, reforçando que segue trabalhando para cumprir padrões técnicos e regulatórios e garantir energia de qualidade aos mineiros.
Fonte: Portal Onda Sul